Bob Marley

29/04/2009

Bob Marley foi o que muitos podem chamar de “o primeiro pop star do terceiro mundo”. O jamaicano foi o responsável por difundir nos anos 70 o som do reggae pelo planeta, tratando dos pobres e oprimidos em suas letras e músicas cheias de paixão.

Bob Marley
Don’t Worry About a Thing!

Marley era adepto da religião Rastafári, originada na Jamaica em meados da década de 30, proclamando um imperador da Etiópia como representação de Deus na Terra. Muitas de suas canções foram fortemente influenciadas por estes ensinamentos religiosos, bem como a prática do livre uso da maconha para intuitos pacifistas.

Bob Marley ainda hoje é considerado um ícone da música – tão forte como Elvis Presley e Jhonn Lenon – e sua figura continua viva entre seus fãs. Sua grande fama no cenário musical se deu por trazer uma grande novidade na década de 70 – o reaggae -, época em que não havia nenhuma inovação musical, repetindo-se nas canções sempre os estilos já conhecidos. 

Bandas como UB40, Cidade Negra e Paralamas do Sucesso, no Brasil, estão entre algumas das que foram influenciadas pelo som do jamaicano. Bob não trouxe ao mundo apenas as mais de 50 espécies de piolho encontradas no seu rasta após sua morte, mas também um novo ritmo e as palavras de amor vindas da Jamaica.

Curiosidades:

– Aos 6 anos de idade, Bob Marley lia mãos em praça pública para ganhar dinheiro. Além disso, ele dizia que costumava ver espíritos o tempo todo.

– O anel que Bob usava foi dado a ele em uma audiência em Londres. Este anel pertenceu ao próprio Imperador Jah Ras Tafari, o imperador da Etiópia que inspirou a religião.

– A causa da morte do cantor foi um câncer que se originou no dedão do pé após um machucado em um jogo de futebol. Marley recusou-se a retirá-lo devido aos princípios rasta (que dizem que os médicos são homens que enganam os ingênuos fingindo ter o poder de curar) e a doença se espalhou pelo seu corpo.

– Quando Bob estava com câncer, seus Dreadlocks caíram e foram guardados. Após sua morte, para seu funeral, eles foram grudados em sua cabeça novamente para que todos o vissem pela última vez como sempre foi visto. Junto com ele foram enterrados sua guitarra Gibson Les Paul e uma bíblia.

– Após nove anos de sua morte, em 1990, o dia 6 de feveireiro, dia em que Bob nasceu, foi proclamado feriado nacional na Jamaica.

 

E aqui vai uma de suas músicas mais famosas!
Sintam todo o seu Reggae Power ;)

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MICROFONE: Música, poesia & Cia

28/04/2009

Um pouco de poesia e música na companhia de quem você quiser. Nossa nova contribuição no blog da RockinRinha, vem dos pampas, com inspiração de bambas, de quem nunca esquece de sorrir. Lucas Negri – Gaúcho. Confira sua prosódia nas próximas linhas.
Téssia Mendes – Equipe internet

Pensando no que escrever pro blog da Rock in Rinha, revolvi meus arquivos pessoais atrás de referências e encontrei algo que considerei “interessante a ponto de enviar”. Aí, foi só dar uma readequada ao público-alvo e aqui estamos com o programa Música, Poesia & Cia.

Carpe noctem, caríssimo!
A partir de agora a poesia entra em cena, acompanhada das melodias de um viver em sonhos. Sonhos esses que andam por aí, carregando sons e silêncio para mais perto de ti.
Arte é inspiração e ânsia de transcender, para um lugar de sonhos que cantam a poesia de um viver.
E, é assim que iremos estar nas noites que terão, ou não, um belo luar. Porque pra, e em tudo, sempre há como fazer uma vida de alegria… Seja bem-vindo ao Música, Poesia e Companhia.
É aqui onde iremos discutir a poesia na música e como que ela transcende os limites da razão, trazendo consigo um universo todo de sonhos, anseios, mágoas e emoção.
Não procura-se entender o que a música quer nos dizer, porquê a poesia não foi feita ao bel prazer. Poesia é sentimento, que entenda apenas quem puder nela crer.

Dos frios pampas meridionais se canta uma terra marcada por revoluções e ideais. Poemas nascidos da lida do campo, cantados em milongas simples de sonhos reais.
Das florestas setentrionais temos um boi que bumba, que canta as crenças do índio que tem um simples existir. É a natureza manifestada em seu deus Tupã, que se fosse pintada poderia ser traduzida na inocência de uma maçã.
Quando o Pantanal se alaga tem a chalana que ao longe se perde no horizonte d’água.
E o nordeste marca o forró, a simplicidade e o maracatu, canta histórias de uma vida que com a seca sofrida, mas que jamais perde a fé em Deus, que tanto acredita.
Será assim que iremos andar. Por todos os cantos do Brasil, mostrando a simplicidade dos versos sob o nosso céu anil.

E hoje nessa estréia, falaremos da epopéia independente de um grupo que podemos chamar de “diferente”. Com o CD-faixa Entrada para Raros, o grupo faz poesia, música e teatro. É uma união de artes que faz parte do espetáculo. Acompanhe agora a música “O anjo mais velho”. Poesia de irmão pra irmão, uma das mais belas declarações em forma de canção. Com vocês, O Teatro Mágico:

Agora é o momento de recostar a cabeça em algo confortável e deixar tudo ficar mais leve. Deixar os sonhos te levarem para que nada lhe estresse. Uma boa noite cheia de ternura. Até o próximo programa onde a poesia prevalece.

Música, Poesia & Companhia…

Abraços, gurizada!
Beijos, meninas de meu coração! =*
Cuidem-se e não se esqueçam de SORRIR!

Lucas Negri (Gaúcho) – Equipe: 50 cent – 9ª fase – Furb


Rinha: Uma História

28/04/2009

Até 2009 já acorreram 6 edições deste tão divertido, criativo, polêmico e até legendário evento chamado Rinha. Ganhando ou perdendo as histórias sempre começarão com a frase: “lembra da rinha…em que ….” . Essa frase pode ser completada com coisas muito boas, como prêmios que ganhamos ou risadas que demos, e também com coisas não muito boas, como derrotas. Mas o grande prêmio final não é exclusivo da equipe que fez mais pontos ou que ganhou mais provas, esse prêmio é de todos, pois fazer amigos e ter histórias para contar é sempre o que sobra da Rinha.

Para provar, este ano a galera da Rock in Rinha foi atrás das pessoas que fizeram as rinhas passadas acontecerem, até o dia da gincana você pode acompanhar aqui no blog histórias emocionantes de um seleto grupo privado de “ex-organizadores de rinhas”.

Até onde lembro, nesses longos 3 anos de faculdade, a CineRinha foi a rinha mais comentada e com maior número de fãs, parte ou grande parte deste sucesso deve-se ao sagaz Carlos Daniel Reichel. Na época, segundo a própria professora Magda, ele deixava de trabalhar para postar no blog da rinha. Sorte dele trabalhar naquela época na agência da professora responsável pelo evento.

Para abrir o show de depoimentos com calibre de banda principal: Carlos Daniel.

Sempre tive medo de ser taxado como uma pessoa de um só assunto. Essa espécie é facilmente encontrada e reconhecida na geografia da mesa de bar, a ciência conseguiu classificar alguns até o momento. Há os que reclamam e podem ser confundidos com os sofredores, outros que contam vantagem e os freqüentes, mas não menos interessantes, bitolados.

Os bitolados merecem um adendo, pois geralmente são pessoas bem informadas e prolixas, soltando seu conhecimento em doses cavalares sobre assuntos que vão de Iron Maiden, Apple, Redes Sociais e, claro, cinema. O cinema geralmente é recheio das conversas onde participo, mas tento alternar os assuntos e não parecer um espécime legítimo de bitolado, infelizmente isso não é possível na maioria das vezes.

Quando, em 2007, o oitavo semestre se preparava para definir os detalhes da Rinha daquele ano, a palavra cinema quase arrebentou meus dentes na tentativa de fugir da boca e alcançar o quadro onde a Prof. Magda anotava os possíveis temas, mas resolvi omitir minha opinião para não dar maiores provas da minha bitolagia crônica. Contudo, uma boa e caridosa alma deu a idéia do mote cinematográfico. Uma massa de sons varreu a sala, um burburrinho indecifrável que é a maior prova quando algo importante foi dito. Hum, que tal cinema? Cinema parece bom? Cinema? Cinerinha? Não preciso dizer que um sorriso pesado e ensaboado escapou, estava em paz e feliz, mas fique sóbrio e ressabiado: Cinema? Pode ser, acho que rende algo.

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Independência ou morte!

27/04/2009

Com o perdão do trocadilho safado pouco criativo, vamos falar um pouco de música independente no Brasil e também de uma de suas principais representantes, a banda Velhas Virgens.

De acordo com a Associação de Música Independente do Brasil – ABMI -, a música disponibilizada na internet (música digital) movimentou 43,5 milhões de reais durante 2008, gerando um crescimento de 79,1% com relação ao ano anterior. Gente, é muita coisa! Essa expressiva quantia teve como um de seus principais ajudantes a facilidade de crédito disponível para o povo brasileiro. Quando as pessoas veem que em suaves prestações de tarara e 90 elas podem comprar o celular dos seus sonhos, o que elas fazem? Compram! E já saem baixando as músicas dos seus artistas preferidos para escutar pelas ruas. É a inclusão digital positiva, pois movimenta um mercado que só cresce e aparece (meus trocadilhos estão péssimos).

Discutido há muito tempo, o tema “música independente” já rendeu até o livro Contra-indústria: A nova música independente, publicado pelos compositores Estrela Leminski e Téo Ruiz em 2006.

A grande verdade é que a autossuficiência nesse mercado é trabalho árduo e requer muito talento e carisma. Existem muitos artistas independentes sem pretensões profissionais e poucos que são independentes por ideologia, que construíram carreiras sólidas e arrastam fãs incondicionais por onde passam.

Um caso de mais de 21 anos de boa música independente é a banda Velhas Virgens. Acredito que façam suas músicas cientes de que não serão chamados para cantar no Domingão do Faustão. Aliás, fico imaginando a cara do Fausto quando eles começassem “abra essas pernas pra mim, baby” – no mínimo iria rolar um “ô lôco meu!”.

Voltando ao que realmente importa, som de blues e jazz misturados com muita atitude rock’n roll. Letras românticas (é verdade) e escrachadas, música boa sem rótulos!

Vale muito a pena visitar o site. Lá eles contam um pouco das histórias da estrada, têm o blog dos componentes, discografia, falam de música independente e dá para conferir a agenda da banda.

Ficou meio na cara que sou fã! Me assumo!

Letra safada, harmonia perfeita e simples nesse clipe.
Letra boa, harmonia melhor ainda aqui.
Sem cometários aqui.

Você tem uma banda independente? Aproveite e cole o link nos comentários para gente conhecer!

Téssia Mendes – Equipe internet

Fontes:
http://www.velhasvirgens.com.br/exibir_texto.asp?cod_texto=370
http://www.abmi.com.br/website/noticia_detalhe.asp?id_secao=13&id=559
http://www.overmundo.com.br/overblog/contra-industria-a-nova-musica-independente

One-Hit Wonders!

24/04/2009

 

WTF?
?

Sabe aquela música que todo mundo sabe cantar, mas ninguém sabe quem é o artista, de onde ele veio e aonde ele foi parar? Pois são estas as canções que embalam o tema do nosso post de hoje!

Bastante comuns em todo mundo, os One Hit Wonders são aqueles artistas que estouraram nas paradas com sua música de lançamento, mas dois meses depois ninguém nunca mais ouviu falar deles. Aqui, de cabeça, consigo me lembrar de vários! Ou vai dizer que alguém aí desconhece pérolas como Xibom Bombom e Bagulho no Bumba?

Aqui no Brasil, ainda temos o agravante das novelas. Responsável por descobrir incontáveis artistas, essas mesmas novelas, quando acabam, levam muitos dos participantes da trilha sonora junto. Alguns ainda tentam ir além dos 5 minutos de fama proporcionado pela “mídia espontânea”, mas dificilmente acabam bem sucedidos.

Mas calma lá, cuidado antes de tachar de One Hit Wonders músicos que, apesar de longe dos holofotes da mídia, possuem uma legião de fãs curtindo seus trabalhos. Artistas como Ana Carolina, Los Hermanos e Adriana Calcanhoto só tiveram um grande sucesso tocando nas rádios, mas suas músicas permanecem agradando os ouvidos de diversas pessoas Brasil afora.

Mas e no mundo? O que definitivamente foi um One Hit Wonder digno de menção aqui no blog da Rock in Rinha?

Existem diversas listas desses sucessos impagáveis, como as dos canal de televisão VH1 nos Estados Unidos, do site Odee ou a do programa de TV australiano 20 to 1. Mas fica aqui a nossa seleção internacional, destacando três One Hit Wonders que com certeza vão fazer você lembrar dos velhos tempos e cantar junto!

3º Lugar – The Wheater Girls

 

 

2° Lugar – Afroman

 


 

E o nosso artista número 1 você confere logo na sequência! ;)

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Momento Rinha – 24/04

24/04/2009

Momento RinhaA Rock in Rinha já está fazendo o maior barulho, mas amanhã é dia de aumentar ainda mais o volume. Amanhã é dia de Momento Rinha!

Junte a galera e venha curtir esse mini-evento musical, que acontecerá no intervalo das 20h na frente do bloco T da FURB. Nesta sexta-feira, quem se apresenta é a cantora Mariana, aluna de música da FURB, que estará acompanhada por um violonista e um saxofonista. Serão 30 minutos de música, mostrando a diversidade de estilos presentes na Rock in Rinha!

Venha nos prestigiar! A banquinha de inscrições também estará disponível! ;)


MICROFONE: Mamonas Assassinas

23/04/2009

Hoje (20/04) amanheceu bem “friozinho” em Blumenau. E ao abrir a caixa de emails, tivemos uma surpresa: mais um texto para o blog! Isso aquece nossos corações, galera! Quem nos aqueceu nesse inverno, foi a Mariane – mais conhecida como Nane (no Twitter @marianech) – da equipe “Mamonas Assassinas”. Confira seu parecer sobre a banda que representará.

Téssia Mendes – Equipe internet

Mamonas Assassinas

É inegável que aqueles 5 jovens vestidos com fantasias e adereços, cantando músicas engraçadas e fazendo performances ainda mais divertidas marcaram para sempre a música brasileira.

Em menos de um ano de duração, os Mamonas Assassinas venderam mais de 1,5 milhão de CDs, e conquistaram fãs de todas as idades. Da mesma forma meteórica como apareceram, tiveram seu fim. Morreram no auge, e deixaram uma multidão de órfãos de sua alegria. Alguns acreditam que os Mamonas só são ainda lembrados com tanto carinho e expressão justamente por terem morrido no auge de sua carreira, que se ainda hoje estivessem vivos não seriam mais o mito e sim apenas mais um grupo que fez sucesso e depois foi desaparecendo aos poucos, como tantos outros.

Porém é impossível afirmar que esse destino tão comum ãs bandas que fazem sucesso instantâneo teria sido o mesmo para os Mamonas. Nada com eles era comum, nada com eles era igual ao resto. Desde o início, eles eram antes uma banda cover, chamada Utopia – uma banda sem nada de diferente das tantas que existiam no mundo. O único que não fazia parte da banda no inicio era justamente o vocalista Dinho, que mais tarde veio a se tornar o rosto da banda.

Dinho entrou na banda após em um show o público pedir que a banda tocasse uma música do Guns’N’Roses, mas como não sabiam a letra, pediram pra alguém da platéia cantar. E lá foi o Dinho, que mesmo cantando errado, fez a platéia rir e se divertir com sua performance.

Após isso, Dinho entrou na banda e com o passar o tempo, a banda começou a perceber que as suas músicas escrachadas faziam mais sucesso que as tradicionais e resolveram então mudar de ramo.

Com a ajuda de um amigo que era filho de um produtor musical, conseguiram fechar em abril de 1995 um contrato com uma gravadora e desde então surgiu a famosa e irreverente Mamonas Assassinas que todos nós conhecemos.

O sucesso da banda aconteceu muito rápido: faziam até 3 shows por dia, sempre encantando e divertindo multidões em todo o Brasil. Porém, menos de um ano após fecharem o contrato com outra gravadora, os Mamonas partiram num trágico acidente aéreo, que até hoje é relembrado por todo o país. Em 2 de março de 1996 ,a banda mais irreverente que já conhecemos teve seu fim.

Mas não, não foi o fim por completo, pois até hoje, treze anos após eles nos deixarem, suas músicas ainda fazem sucesso: seus fãs preservam suas lembranças, e os inúmeros covers do grupo agitam e relembram os 5 garotos que tanto alegraram o país com sua irreverência e originalidade. Enfim, os Mamonas Assassinas foram e continuam sendo um capítulo a parte de nossa história musical – uma banda fora dos padrões, sem ritmo definido e com uma carreira curta mas que mesmo assim conseguiu marcar para sempre toda uma geração.

Impossível não sentir saudades deles!

Dinho (Alecsander Alves) – vocal

Bento Hinoto (Alberto Hinoto) – guitarra, violão e vocal de apoio

Júlio Rasec (Júlio César) – teclados e vocal de apoio

Samuel Reoli (Samuel Reis de Oliveira) – baixo e vocal de apoio

Sérgio Reoli (Sérgio Reis de Oliveira) – bateria

Só pra relembrar, um dos maiores sucessos, duvido que alguém consiga não cantar junto.

Mariane Clarice Hasckel
Equipe: Mamonas Assassinas (logicamente haha)
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