Rinha: Uma História

Até 2009 já acorreram 6 edições deste tão divertido, criativo, polêmico e até legendário evento chamado Rinha. Ganhando ou perdendo as histórias sempre começarão com a frase: “lembra da rinha…em que ….” . Essa frase pode ser completada com coisas muito boas, como prêmios que ganhamos ou risadas que demos, e também com coisas não muito boas, como derrotas. Mas o grande prêmio final não é exclusivo da equipe que fez mais pontos ou que ganhou mais provas, esse prêmio é de todos, pois fazer amigos e ter histórias para contar é sempre o que sobra da Rinha.

Para provar, este ano a galera da Rock in Rinha foi atrás das pessoas que fizeram as rinhas passadas acontecerem, até o dia da gincana você pode acompanhar aqui no blog histórias emocionantes de um seleto grupo privado de “ex-organizadores de rinhas”.

Até onde lembro, nesses longos 3 anos de faculdade, a CineRinha foi a rinha mais comentada e com maior número de fãs, parte ou grande parte deste sucesso deve-se ao sagaz Carlos Daniel Reichel. Na época, segundo a própria professora Magda, ele deixava de trabalhar para postar no blog da rinha. Sorte dele trabalhar naquela época na agência da professora responsável pelo evento.

Para abrir o show de depoimentos com calibre de banda principal: Carlos Daniel.

Sempre tive medo de ser taxado como uma pessoa de um só assunto. Essa espécie é facilmente encontrada e reconhecida na geografia da mesa de bar, a ciência conseguiu classificar alguns até o momento. Há os que reclamam e podem ser confundidos com os sofredores, outros que contam vantagem e os freqüentes, mas não menos interessantes, bitolados.

Os bitolados merecem um adendo, pois geralmente são pessoas bem informadas e prolixas, soltando seu conhecimento em doses cavalares sobre assuntos que vão de Iron Maiden, Apple, Redes Sociais e, claro, cinema. O cinema geralmente é recheio das conversas onde participo, mas tento alternar os assuntos e não parecer um espécime legítimo de bitolado, infelizmente isso não é possível na maioria das vezes.

Quando, em 2007, o oitavo semestre se preparava para definir os detalhes da Rinha daquele ano, a palavra cinema quase arrebentou meus dentes na tentativa de fugir da boca e alcançar o quadro onde a Prof. Magda anotava os possíveis temas, mas resolvi omitir minha opinião para não dar maiores provas da minha bitolagia crônica. Contudo, uma boa e caridosa alma deu a idéia do mote cinematográfico. Uma massa de sons varreu a sala, um burburrinho indecifrável que é a maior prova quando algo importante foi dito. Hum, que tal cinema? Cinema parece bom? Cinema? Cinerinha? Não preciso dizer que um sorriso pesado e ensaboado escapou, estava em paz e feliz, mas fique sóbrio e ressabiado: Cinema? Pode ser, acho que rende algo.

De início faria parte da equipe de criação, mas como a demanda era alta e teríamos que sortear os integrantes, resolvi que o melhor era integrar a equipe de internet, ou melhor, a dupla de internet, onde o Thiago Ravache, parte fundamental da equação, já fazia parte.

Na primeira conversa que tivemos já detectamos um problema comum aos sites dos eventos organizados pelos alunos, onde estes endereços geralmente não passavam de um depósito de inscrições e informações. Decidimos que não faríamos um site, mas um blog onde o conteúdo seria cinema, mas feito de uma maneira que gerasse tráfego, identificação e, fundamentalmente, informasse e criasse expectativa entre os participantes. Os textos seriam uma conversa partindo de experiências pessoais nossas e dos leitores, afinal é nisso que acredito, numa espécie de pó mágico que o cinema deixa no nosso corpo após cada filme, aquela coisa indecifrável que nos acompanha por muito tempo e, dependendo da qualidade do filme, por muitos anos.  É ele que nos faz refletir, questionar e lembrar o filme e da época em que foi assistido. Os textos não deveriam ser maçantes ou excessivamente teóricos, mas poderiam ser longos para proporcionar leitura e criar o clima certo. Como nada parecido havia sido feito antes, o risco era grande, mas a recompensa também seria se o resultado fosse positivo.

O número de acessos crescia exponencialmente semana após semana, uma prova do sucesso, mas também um compromisso de não deixar a peteca cair. Escrevia os textos nos finais de semana e intervalos do trabalho. Sempre digo que peguei a parte fácil do trabalho, afinal escrevia sobre um dos assuntos que mais gosto e não via dificuldade alguma. Fazia o cronograma dos textos e mandava o conteúdo para o outro lado da dupla, o Thiago Ravache, que se responsabilizava por todo o resto e virou em questão de alguns dias um blogueiro profissional. Muito do que foi feito é culpa unicamente dele.

A Cine Rinha foi um dos projetos que mais me orgulho do tempo da faculdade, pois gerou alguma visibilidade e foi uma experiência muito pessoal, já que expus minha opinião sobre a forma de arte que mais admiro e por sorte isso foi bem aceito por muitas pessoas. O blog tinha um objetivo muito específico e isso foi alcançado, agradeço por ser lembrado, mas acredito que só ajudei a colocar a cereja sobre um grande bolo preparado por muitas mãos.

Desejo muito sucesso ao evento de 2009.

Keep Rocking!

Abs

Carlos Daniel Reichel

Material de divulgação da CineRinha:


Anúncios

9 Responses to Rinha: Uma História

  1. Téssia disse:

    Quando fui procurar o Carlos Daniel para colocar em prática nossa idéia de expor depoimentos de ex-organizadores da rinha, eu fui bem “formalzinha”, bem “nerds”, aí não demorou nem um dia e ele já respondeu, dizendo para eu parar de frescura pq me conhece desde pequena…Além de um profissional que todos reconhecemos o Dani é humilde, uma amor de pessoa. Dona Help que diga. Se o evento desse ano tem o aval desse cara é pq vai ser bom galera!
    Beijo Daniel.
    Galera, falta pouco!

  2. Carlos Daniel Reichel disse:

    Robert Fischer?

    Tá fazendo PeP? Agora o curso vai ganhar o Nizan Guanaes do Sul

    Saudades da Rinha, isso que eu não gostava de gincanas. E equipe, é nóis mano. Gaúcho, keep writing tu também tchê… Tri letrado

    Quanto ao trabalho na agência da Magda… Eu não deixava de trabalhar, chegava mais cedo… NOT

    abs e boa rinha

    • Téssia disse:

      Só falei o que a Magda me disse! Fofinha!
      Só para dar aquele drama na história.
      Beju Dani

    • Robert Fischer disse:

      kkkk

      Obrigado pelas palavras mas quem está sendo homenageado aqui é vossa senhoria,

      aliás eu sabia que aquele busto novo que colocaram no lugar daquele velho de óculos na frente da biblioteca me era familiar! :PP

      Abraço!

      Robert!

  3. A Cinerinha foi coisa de cinema, como diria o clichê!
    Como era legal ler o blog, fazer texto, comentar todo o dia, a lendária 13NTOS… toda a folia e a grande festa que foi o evento! Não a vencemos, mas ganhamos muito com ela. Agora, temos a Rinha de despedida… e vamos festejar!

    Cara, mas falar do Carlos Daniel é até engraçado. Deu até saudades de ler os textos dele. Aquele foi um ano de intensa atividade na Blogosfera! Desbravador! _o/
    Deu pra “nostalgear” um pouco!
    abraço, fera!
    te cuide!

    and keep writting!

  4. Thiago Ravache disse:

    Mi Hermano Carlitos do Funk da Pipoca!
    eis que me deparo hoje com uma bela homenagem à nossa querida Rinha sua neste post. .
    devo admitir que me bateu um momento nostálgico aqui rapaz. .
    e concordo com vc que .. (junto ao projeto experimental). . o Blog CineRinha foi um grande acontecimento com muito aprendizado. . Foi muito gratificante trabalhar e suar a camisa com a “equipe” de dois na internet. ..
    São outros 500 quando uma dupla se acerta nas idéias..! e contando com seu talento nato para o tema ficou ainda mais SUPIMPA! hehe
    Um abração e gracias!

    Sucesso aí no próximo lançamento da série Brasileirinhas seu sapeca!
    Saudadinis!

  5. Robert Fischer disse:

    Esse tal de Carlos Daniel é realmente fera!

    mesmo eu não estudando na Furb ainda e nem imaginar o que era Rinha acessava o blog da Cinerinha para ler os textos dele…

    realmente nasceu com o Dom, Parabéns mesmo, é legal ver o pessoal que já participou da Rinha e de outros projetos na faculdade, e ver onde alguns chegaram, como no caso dele.

    Sucesso nesse novo desafio de Roteirista da Brasileirinhas, você lutou e conseguiu!

    Abs.

    Robert
    Equipe Jimi Hendrix Experience

  6. dani m. disse:

    foi lendária mesmo.
    saudade das noites que passamos “escondidos” no lab. de vídeo, planejando e mirabolando as coisas.
    cansativo, como sempre, mas no dia, que felicidade!
    :)

    momento mimimi, de saudade! :)

  7. alxsantos disse:

    Essa Rinha foi lendária!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: